terça-feira, 4 de junho de 2013

Experiência de leitura e escrita

Sempre fui muito sonhadora, e através da leitura eu conseguia viajar pelo mundo da minha imaginação , cada livro lido era uma experiência nova.O gosto pela leitura veio através de meus pais , que sempre foram fanáticos por ela, a minha curiosidade em saber o motivo de gostarem tanto de ler foi o que me levou a esse mundo fascinante da leitura. Me lembro de uma passagem na minha infância em que eu lia para as minhas bonecas e era fantástico porque elas não me interrompiam, e ali eu ficava por horas, lendo, interpretando e viajando nesse mundo maravilhoso da leitura.
"A leitura faz bem para a mente, nos ensina a escrever melhor e ainda nos leva para lugares encantadores, é uma riqueza de conteúdo que não pode ser desprezado".
Márcia Furst

A primeira lembrança que me veio a mente foi a de eu ver as crianças descendo a rua da minha casa para irem à escola e como eu ainda era pequena não podia ir. Eu via algumas coleguinhas maiores lendo e eu queria, desesperadamente, ler também e por isso minha mãe me matriculou na escola um ano antes do aconselhado e eu consegui acompanhar a todos muito bem, mas ainda não conseguia ler. Então, em um belo dia meu pai - que viajava muito - me trouxe um livro: "Rapunzel" e eu ficava pedindo para todos lerem e relerem aquele livro para mim. Porém, como ler a mesma história várias vezes é muito cansativo para qualquer pessoa com menos de 7 anos resolvi ler sozinha e não sei como se deu a "mágica", mas para meu espanto as letras faziam sentido e finalmente consegui atribuir significado a elas. Me lembro com muito carinho desse dia!
Luciana Mamede

Quando era criança, meu pai sentava-se à beira do fogão a lenha, fazia uma pipoquinha para nós (eu, minha irmã e  mais dois irmãos) e começava a contar suas histórias... Eram histórias de lobisomem, mula sem cabeça, fantasmas, saci Pererê... Nós ficávamos de olhos arregalados, morrendo de medo. Todos prestavam atenção. E quando meu pai parava para comer uma pipoquinha, reclamávamos: "Continue, pai!"
Era muito bom. Lembro-me de que um dia sonhei com a mula sem cabeça. (Meu pai, ao contar as histórias, imitava o barulho do casco da mula, pulava feito um saci, fazia gestos de fantasmas...). E isto, fez-me sonhar com a "tão temida mula sem cabeça".
No outro dia, contei a ele. Disse que tinha ouvido o barulho da mula sem cabeça passando pela nossa rua (naquela época, ainda era paralelepídedo), e que não tinha conseguido dormir, de tanto medo. Sabem o que ele fez? Deu risadas e disse: "Minha filha, são apenas histórias..."
E assim, criei um gosto imenso pela leitura. Ia toda semana à Biblioteca da escola e lia. Lia todos os livros: mitos, contos, lendas, clássicos...
Márcia Koengnikam

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